E de repente acontece. (parte5.)





Ao chegar em casa Juliane foi logo ligando para casa de Carol, após muito chamar atenderam.
-- Alô, sou Juli amiga da Carol, poderia falar com ela?
-- Olá Juli, sou Ana mãe da Carol, tudo bem?
-- Tudo sim, a senhora me desculpe a pressa mas eu preciso muito falar com a Carol.
-- Que pena Juli mas a Carol ficou de passar na clínica veterinária para ver o Bob depois do curso. Ela não te falou?
Juliane ficou ainda mais intrigada, agora essa do cachorro.
-- É... é, sim falou, como pude me esquecer _ disse tentando disfarçar a surpresa.
-- Juli, você quer deixar algum recado?
-- Não dona Ana, obrigada.
-- Marque um dia para vir aqui, será um prazer recebe-la.
-- Sim, claro, falo com a Carol e marcamos, tchau.
-- Tchau.
Juli desligou o telefone em atitude robótica, se deixou cair na poltrona ao lado da mesa do telefone e lá ficou até que o telefone tocou. Ela rapidamente o tomou para atender.
-- Alô!
-- Juli? _ Carol com voz mansa.
-- Oi, Caroline _ com voz em tom seco.
-- O que houve mamãe disse que você ligou.
-- Sim, eu precisava te fazer algumas perguntas sobre o assunto que eu ouvi o professor falando com você no ônibus hoje a tarde.
-- Claro, pode perguntar.
-- Por que você mentiu sobre o teste?
-- Na verdade, eu.....
-- Fala! _ gritou.
-- Se acalme, só quero que saiba que eu gosto muito de você, e gostaria de terminar essa conversa pessoalmente. Eu estou em um momento difícil meu cachorro.....
-- Ahhhh ainda tem essa, posso saber por que você não me falou que tinha uma porcaria de um cachorro?
-- Juli que diferença isso faz agora?
-- Toda! E mais, quem faz as perguntas aqui sou eu mocinha. E eu quero sim que você venha até  aqui, para eu olhar na sua cara e te chamar de mentirosa.
-- Juli não faz isso comigo, vai.
-- Você vem ou não?
-- Olha amanhã vou para clínica pois o Bob vai passar por uma cirurgia então, tenho que jantar e dormir, essa conversa pode ser na quarta?
-- Está bem. Mas oh, se você não aparecer eu vou atrás de você.
-- Ok! Sem sumiço, até.
Juliane desligou o telefone sem responder, e resolveu ir trocar de roupa, tomar um banho e procurar o que comer. No jantar falou pouco e sua mãe logo percebeu que havia algo errado.
-- Juliane, o que houve?
-- Comigo? Nada, estou bem.
-- Sou sua mãe e sabe que comigo não pode haver segredos, agora vamos lá diga o que está acontecendo.
Juliane revirando os olhos e a contragosto respondeu o essencial.
-- Carol e eu brigamos.
-- Em primeiro lugar, você sabe o quanto acho deselegante o uso de apelidos, em segundo lugar, brigas são normais minha filha ainda mais entre amigos. Veja sua tia Dinorá e eu, somos amigas desde a infância, e já brigamos mais de mil vezes, o mais importante é o respeito e a parte errada saber se desculpar, entende?
-- Sim, mas a tia Dinorá já mentiu para senhora?
-- Não sei se eu devia te falar isso mas... a verdade é que já mentimos uma para outra, só que em matéria de mentira eu era a campeã. Menti muito para ela e ela em gesto de carinho comigo sempre perdoou.
-- É, talvez eu possa está fazendo tempestade em um copo d'água. Boa noite mãe, vou deitar, obrigada pelo conselho.
-- Boa noite, filha não se esqueça que sempre que precisar estarei aqui, bom descanso e não se esqueça de escovar os dentes.
Juliane escovou os dentes em seguida foi para o quarto, sentou diante do computador olhou suas mensagens, nenhuma de Kelvin, mas estava tão aflita que nem se importou. Deitou e ficou imersa em seus pensamentos até pegar no sono.
No dia seguinte ao chegar na porta do curso, se sentiu deslocada pois não se habituara a estar com mais ninguém que não fosse Carol, entrou mesmo assim, sentou- se em seu lugar de costume e dispôs seu material em cima da mesa à espera do começo da aula. Durante a aula, atrás de sua carteira estava Bianca, e Juliane ouviu quando Alexandre perguntou para Bianca se ela tinha o número de Carla, e ela em tom superiorizando-se respondeu; mas é claro eu sou a melhor amiga dela.
Nesse instante Juliane percebeu que não tinha o número de celular de Carol e que também não a tinha em nenhuma rede social, ela pensou que talvez nunca houvesse se ligado nisso pois as duas sempre estiveram juntas em uma sintonia tão forte que não houve necessidade de pensar nisso.


Continua........

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