E de repente acontece ( parte11 )
Duas semanas se passaram e Juliane continuava na mesma, indo a escola, retornando para casa onde passava o resto do dia no quarto. Certa tarde sua mãe ligou do trabalho para casa pedindo um favor a Juliane, talvez na tentativa de fazê-la ir a rua, e ela foi até o mercado para sua mãe e lá encontrou uma ex vizinha de seu prédio que ficou surpresa em ve-la.
-- Oi Juliane! Nossa, há quanto tempo não nos víamos, mas você mudou menina!
-- Você acha? - disse desmotivada.
-- Meu Deus, o que você tem?! Parece até que está voltando de uma guerra perdida.....
-- Boa comparação!
Juliane foi sarcástica, mas com ela mesma, pois aquilo descrevia perfeitamente o momento que ela atravessava.
-- Sei que você não é de muitos amigos, mas vendo esse seu semblante e total desânimo, gostaria de convida-la para minha festa de 18 anos, vai ser em um salão aqui perto. Gostaria muito que fosse, como eu já disse sei que nunca fomos melhores amigas, mas sempre tive simpatia por você, eu só não sabia como chegar até você, confesso que sua retração por vezes fez pensar que.... ahhh deixa para lá .
-- Diga, o que pensou?
-- Sabe que minha mãe é psicóloga, e como eu ouvia muito ela falando sobre comportamentos, talvez eu possa ter aplicado isso a você, então peço que me desculpe pelo que vou dizer.... eu achava que fosse lésbica, o que não foi o caso pois você se tornou uma linda garota e aposto que deve ter vários garotos correndo atrás de você - disse em tom de riso dando ar de piada.
-- Nossa... legal... - disse tentando achar palavras.
-- Que bom que não se importou, assim fico mais à vontade para lhe dizer espalhei isso para o prédio inteiro e na época fizemos uma espécie de "enquete" e a opção sim ganhou, ou seja, não era só eu que pensava isso de você. - deu uma risadinha.
-- E..... o que .. você fez? Olha só eu nunca tive nenhum tipo de problema em relação a minha sexualidade, e para você ficar sabendo eu namoro um rapaz chamado Pedro.
-- Sem ressentimentos Juliane, isso foi coisa de criança. Bom já que tem um namorado leve ele com você na festa, posso mandar o endereço pelo facebook se você me passar seu e-mail.
-- Tá.... tem como anotar?
-- Sim.
Depois de passar seu email, ela se despediu e continuou a pegar os itens da lista, mas não tirava do pensamento o fato de antes mesmo de todos aqueles acontecimentos que revirara sua vida, as pessoas já achassem que ela fosse lésbica. Decidida a tirar prova disso ela acabou de fazer suas compras e foi para casa, onde ligou para Pedro e marcou com ele em um cybercafé que costumavam ir perto de sua casa.
Então às 16h lá estava ela, com um vestido florido, jaqueta jeans, bolsa atravessada e tênis, cabelos presos em um coque como sempre, e pelo reflexo no vidro ela viu o quanto havia realmente mudado e que depois daquela conversa ela iria mudar seus trajes habituais. Ela entrou, sentou à uma mesa no fundo da loja de onde tinha uma ampla visão da entrada, e mandou uma mensagem para Pedro avisando que já estava no local marcado, ele respondeu que já estava na rua do cybercafé, em alguns minutos ela vê Pedro entrando, e acena com uma das mãos para que ele a veja, ele vê, e vai em sua direção.
-- Não me atrasei tanto, né? - disse comprimentando-a com beijo no rosto.
-- Não como de costume. - Juliane sorrindo.
-- Me dá um desconto, eu vim de longe.
-- Tudo bem, garoto zona sul. - disse revirando os olhos.
-- Bom, vamos pedir algo?
-- Sim, claro.
-- O de sempre?
-- Seria ótimo.
Então Pedro acena para garçonete e faz os pedidos, em seguida inicia a conversa.
-- E ai, o que faz a senhorita solicitar minha presença? - disse em tom sarcástico.
-- Eu.... como posso dizer.... ahh vou ser direta e sem rodeios, eu queria te fazer algumas perguntas sobre sua opinião a respeito do meu comportamento na época em que ficávamos.
-- Tudo bem.
-- Por que você quis ficar comigo?
-- Porque você é linda!
-- Sério Pedro, eu digo em matéria do que te fez se atrair por mim.
-- Ah tá, e.... acho que foi o fato de você não ter ficado com outros meninos da escola e também por ser a única menina a não me dar bola.
-- Ahh Pedro você nunca foi tão popular assim vai!
-- Tá, mas sempre tive um bom papo e isso me garantiu alguns encontros.
-- Meu beijo, me fale sobre meu beijo.
-- Juliane, melhor dizer logo o que quer saber porque esse papo está ficando estranho.
-- Tá o que eu quero mesmo saber é se....
Foram interrompidos pela garçonete com a bandeja de pedidos, que foram rapidamente postos na mesa, e agradecendo Pedro disse;
-- O que dizia mesmo?
-- Vamos comer esses biscoitinhos crocantes.
-- Te conheço, está tentando fugir do assunto.
-- Sim, eu vou falar, só quero comer primeiro.
-- É, de fato esses biscoitinhos daqui são maravilhosos.
Comeram, beberam seus cappuccinos e riram lembrando das aventuras que tiveram no passado.
-- Brincadeiras à parte, me diz o que quer, pois preciso ir antes que a noite caia de vez.
-- É, eu também não posso demorar minha mãe marcou hora.
-- Então diga!
-- Você alguma vez achou que eu fosse lésbica?
Com olhos arregalados pela objetividade da pergunta, ele meneou com a cabeça em gesto de não poder fugir da resposta, e em seguida disse:
-- É.... não posso dizer que nunca pensei nisso, mas não porque você tem jeito de lésbica, mas pelas suas manobras para fugir das situações em que eu quis transar com você. Mas por que isso agora?
-- Alguns acontecimentos me fizeram parar para refletir, eu nunca gostei ou me apaixonei por um menino, eu fiquei com alguns e tudo mas nada que me fizesse ter vontade de estar junto ou até mesmo de transar. A pouco tempo, quis ter alguém para eu sentir algo que eu pudesse dividir com uma amiga, para tornar ainda mais perfeito aquele momento, mas descobri que estava procurando a pessoa errada.
-- Mas isso não faz de você lésbica.
-- Talvez faça.....
-- Cara você nunca ficou com uma garota, ou ficou?
-- Não.
-- Então como pode desconfiar que é lésbica, só porque ainda não encontrou a pessoa certa?
-- Você não entende foi muito pior.
-- Então foi o que?
-- Eu me apaixonei por uma garota!
Continua.....
Esta é uma obra de ficção qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
-- Oi Juliane! Nossa, há quanto tempo não nos víamos, mas você mudou menina!
-- Você acha? - disse desmotivada.
-- Meu Deus, o que você tem?! Parece até que está voltando de uma guerra perdida.....
-- Boa comparação!
Juliane foi sarcástica, mas com ela mesma, pois aquilo descrevia perfeitamente o momento que ela atravessava.
-- Sei que você não é de muitos amigos, mas vendo esse seu semblante e total desânimo, gostaria de convida-la para minha festa de 18 anos, vai ser em um salão aqui perto. Gostaria muito que fosse, como eu já disse sei que nunca fomos melhores amigas, mas sempre tive simpatia por você, eu só não sabia como chegar até você, confesso que sua retração por vezes fez pensar que.... ahhh deixa para lá .
-- Diga, o que pensou?
-- Sabe que minha mãe é psicóloga, e como eu ouvia muito ela falando sobre comportamentos, talvez eu possa ter aplicado isso a você, então peço que me desculpe pelo que vou dizer.... eu achava que fosse lésbica, o que não foi o caso pois você se tornou uma linda garota e aposto que deve ter vários garotos correndo atrás de você - disse em tom de riso dando ar de piada.
-- Nossa... legal... - disse tentando achar palavras.
-- Que bom que não se importou, assim fico mais à vontade para lhe dizer espalhei isso para o prédio inteiro e na época fizemos uma espécie de "enquete" e a opção sim ganhou, ou seja, não era só eu que pensava isso de você. - deu uma risadinha.
-- E..... o que .. você fez? Olha só eu nunca tive nenhum tipo de problema em relação a minha sexualidade, e para você ficar sabendo eu namoro um rapaz chamado Pedro.
-- Sem ressentimentos Juliane, isso foi coisa de criança. Bom já que tem um namorado leve ele com você na festa, posso mandar o endereço pelo facebook se você me passar seu e-mail.
-- Tá.... tem como anotar?
-- Sim.
Depois de passar seu email, ela se despediu e continuou a pegar os itens da lista, mas não tirava do pensamento o fato de antes mesmo de todos aqueles acontecimentos que revirara sua vida, as pessoas já achassem que ela fosse lésbica. Decidida a tirar prova disso ela acabou de fazer suas compras e foi para casa, onde ligou para Pedro e marcou com ele em um cybercafé que costumavam ir perto de sua casa.
Então às 16h lá estava ela, com um vestido florido, jaqueta jeans, bolsa atravessada e tênis, cabelos presos em um coque como sempre, e pelo reflexo no vidro ela viu o quanto havia realmente mudado e que depois daquela conversa ela iria mudar seus trajes habituais. Ela entrou, sentou à uma mesa no fundo da loja de onde tinha uma ampla visão da entrada, e mandou uma mensagem para Pedro avisando que já estava no local marcado, ele respondeu que já estava na rua do cybercafé, em alguns minutos ela vê Pedro entrando, e acena com uma das mãos para que ele a veja, ele vê, e vai em sua direção.
-- Não me atrasei tanto, né? - disse comprimentando-a com beijo no rosto.
-- Não como de costume. - Juliane sorrindo.
-- Me dá um desconto, eu vim de longe.
-- Tudo bem, garoto zona sul. - disse revirando os olhos.
-- Bom, vamos pedir algo?
-- Sim, claro.
-- O de sempre?
-- Seria ótimo.
Então Pedro acena para garçonete e faz os pedidos, em seguida inicia a conversa.
-- E ai, o que faz a senhorita solicitar minha presença? - disse em tom sarcástico.
-- Eu.... como posso dizer.... ahh vou ser direta e sem rodeios, eu queria te fazer algumas perguntas sobre sua opinião a respeito do meu comportamento na época em que ficávamos.
-- Tudo bem.
-- Por que você quis ficar comigo?
-- Porque você é linda!
-- Sério Pedro, eu digo em matéria do que te fez se atrair por mim.
-- Ah tá, e.... acho que foi o fato de você não ter ficado com outros meninos da escola e também por ser a única menina a não me dar bola.
-- Ahh Pedro você nunca foi tão popular assim vai!
-- Tá, mas sempre tive um bom papo e isso me garantiu alguns encontros.
-- Meu beijo, me fale sobre meu beijo.
-- Juliane, melhor dizer logo o que quer saber porque esse papo está ficando estranho.
-- Tá o que eu quero mesmo saber é se....
Foram interrompidos pela garçonete com a bandeja de pedidos, que foram rapidamente postos na mesa, e agradecendo Pedro disse;
-- O que dizia mesmo?
-- Vamos comer esses biscoitinhos crocantes.
-- Te conheço, está tentando fugir do assunto.
-- Sim, eu vou falar, só quero comer primeiro.
-- É, de fato esses biscoitinhos daqui são maravilhosos.
Comeram, beberam seus cappuccinos e riram lembrando das aventuras que tiveram no passado.
-- Brincadeiras à parte, me diz o que quer, pois preciso ir antes que a noite caia de vez.
-- É, eu também não posso demorar minha mãe marcou hora.
-- Então diga!
-- Você alguma vez achou que eu fosse lésbica?
Com olhos arregalados pela objetividade da pergunta, ele meneou com a cabeça em gesto de não poder fugir da resposta, e em seguida disse:
-- É.... não posso dizer que nunca pensei nisso, mas não porque você tem jeito de lésbica, mas pelas suas manobras para fugir das situações em que eu quis transar com você. Mas por que isso agora?
-- Alguns acontecimentos me fizeram parar para refletir, eu nunca gostei ou me apaixonei por um menino, eu fiquei com alguns e tudo mas nada que me fizesse ter vontade de estar junto ou até mesmo de transar. A pouco tempo, quis ter alguém para eu sentir algo que eu pudesse dividir com uma amiga, para tornar ainda mais perfeito aquele momento, mas descobri que estava procurando a pessoa errada.
-- Mas isso não faz de você lésbica.
-- Talvez faça.....
-- Cara você nunca ficou com uma garota, ou ficou?
-- Não.
-- Então como pode desconfiar que é lésbica, só porque ainda não encontrou a pessoa certa?
-- Você não entende foi muito pior.
-- Então foi o que?
-- Eu me apaixonei por uma garota!
Continua.....
Esta é uma obra de ficção qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
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