E de repente acontece ( parte6.)
A aula terminou, Juliane foi para casa onde se trancou em seu quarto ansiando pelo dia seguinte onde tiraria todas as suas dúvidas com Carol. Já passava das 18h quando ela sentiu fome e foi a cozinha, sua mãe ainda não havia chegado e ela preferiu comer um sanduíche, após comer voltou para o quarto onde decidiu procurar Kelvin dessa vez ela tinha muito o que falar, iria desabafar e pedir a ele um conselho.
Abriu a caixa de mensagem viu que ele estava off, mesmo assim escreveu tudo o que lhe veio a mente na expectativa de que ele visse e pudesse conversar com ela, depois de um longo texto explicando detalhadamente tudo o que aconteceu, ele continuava off e Juliane desistiu. Foi tomar banho para dormir, saindo do banheiro, viu sua mãe entrando em casa, cumprimentaram-se e foram cada uma para seus quartos.
Às 6h toca o despertador, então já era quarta, Juliane saltou da cama em uma disposição que jamais tinha de manhã se arrumou e saiu sem tomar café. Na escola naquele dia as horas custaram a passar, Juliane até puxou assunto com algumas meninas que ela nunca falou antes para ver se ajudava no passar das horas, mas fora inútil. Quando bateu o sinal de saída Juliane parecia ter asas nos pés de tão apressada, correu para o ponto tomou o ônibus e logo estava no curso, no portão nada dela, entrou para ver se a encontrava na biblioteca ou na cantina e também nada, sua fúria foi instantânea.
Ahhh se a Caroline está pensando que vai se livrar de mim está muito enganada eu vou encontra-la hoje nem que seja no fim do mundo _ pensou Juliane.
Juliane saiu porta à fora decidindo que não ia assistir aula e que iria atrás de Carol, nesse instante ela parou em uma faixa de pedestres e se perguntou para onde iria,uma vez que ela nem sabia o endereço da casa de Carol, mesmo assim ela sabia o ponto em que ela descia e também sabia que a casa dela não era longe do ponto, ela iria tomar informações por lá até descobrir. Entrou no ônibus, quando estava na metade do caminho seu telefone toca.
-- Oi mãe _ disse dissimulando que estava tudo bem.
-- Preste atenção Juliane, porque eu só vou perguntar uma vez, e só para te deixar sem escapatória, a direção do curso me ligou, por que você não foi ao curso?
-- Mãe eu te explico tudo em casa pode ser?
-- Não, não pode ser e onde você está nesse momento?
-- Mãe a Carol.. Caroline, não foi ao curso, daí eu fiquei preocupada porque o cachorro dela tá mal, e decide ir ver se ela estava precisando de mim ou coisa do tipo.
-- Por que você não ligou para ela hã, porquê?
-- Porque eu não tenho número dela.
-- Que tipo de amigas vocês são?! Olha isso está muito confuso, eu quero que vá para casa de onde estiver. Eu vou ligar para o porteiro para saber se você passou por lá daqui a 20 minutos e eu espero que a resposta seja sim.
-- Mas mãe ....
-- Chega Juliane me obedeça!
-- Tudo bem, Tchau.
-- Você tem horas que age igual ao seu pai e isso me entristece muito sabia?! Eu estou saindo do trabalho e em uma hora estarei em casa para conversarmos.
Juliane desceu, e pegou um ônibus de volta para casa, se sentia mal com tudo que estava acontecendo, quando chegou em casa ligou para casa de Carol.
-- Alô sou eu Juli queria falar com a Carol.
-- Oi, Juli peraí que eu vou chama-lá.
-- Alô.
-- Por que você nunca me deu seu número de celular? - disse Juliane aos prantos.
-- Calma não chora.
-- Eu estou muito bem, não rodeie me responda.
-- Juli olha, eu queria muito hoje ter ido a aula e ter conversado com você mas.... a cirurgia do Bob foi um sucesso e ele teve alta então eu fui com minha mãe busca-lo. Me desculpe por favor, eu quero muito olhar nos seus olhos e dizer que vai ficar tudo bem.
-- Não, não vai ficar tudo bem, porque eu não quero a amizade de uma mentirosa! _ bateu o telefone.
Juliane chorou incansavelmente, quando sua mãe chegou ela estava com olhos inchados e acometida por soluços.
-- Juliane eu nunca briguei com você dessa maneira eu sei, porém eu fiquei irritada, preocupada e com medo, quando recebi a ligação do curso. Filha não é difícil para mim cria-la sozinha, difícil é não ter sua colaboração, sei que é boa menina e daqui a três meses será maior de idade, terá responsabilidade sob seus atos, mas te peço para que enquanto isso não acontece tente ser como sempre foi, obediente e maleável, tudo bem?
-- Tá mãe me desculpa, eu me excedi e reconheço que não deveria ter feito o que fiz sem te consultar. Prometo que não vai mais se repetir.
-- Ohh minha filhinha eu te amo tanto, como eu tive medo que pudesse ter te acontecido algo, eu não me perdoaria. Agora vá tomar um banho e se trocar, vou pedir uma pizza e faremos a "Noite Cine" como fazíamos quando você era pequena, vai.
-- Tomo um banho e em 10 minutos vou para o seu quarto _ disse Juliane parecendo mais entusiasmada.
Continua.......
Está é uma obra de ficção qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Comentários
Beijos Dorothy.