E de repente acontece (parte 10).
-- Filha? Você está bem? _ disse seu pai tentando ver a direção dos olhos de Juliane.
-- Si... sim, estou, é que eu estava imaginando o senhor apaixonado pela minha mãe.
-- É, pode parecer estranho, mas fomos muito apaixonados.
-- Mas infelizmente, acabou.
-- Juli filha, o amor tem que ser uma via de mão dupla, e depois de um tempo isso não acontecia mais entre sua mãe e eu, foi muito doloroso a separação pois tínhamos você pequena, já não era mais só nós dois, tinha uma vida inocente no meio de tanto sofrimento. Você entende que não foi fácil?
-- Entendo. Pai?
-- Sim... pode falar.
-- Se o senhor tivesse a certeza de que ainda amasse minha mãe, seria capaz de ir até a ela e dizer isso mesmo depois de tudo o que aconteceu?
-- Teria, filha quando se trata de amor, adiar a felicidade é tolice.
Quando Juliane olhou para direção de Carol, viu que ela não estava mais lá, pensou que na certa Carol vendo que ela estava lá foi embora. Acabaram de tomar sorvete, e antes de saírem Juliane quis ir ao banheiro, ao sair do sanitário foi lavar as mãos, passou- as no rosto, se olhou no espelho pensando em tudo o que seria dela dali em diante, passou toalhas de papel no rosto para secar e quando olhou- se novamente no espelho, Carol estava parada bem atrás dela.
-- O... o que.. faz aqui?
-- O mesmo que você. Estamos em um banheiro Juli.
-- Não me chame assim, apelidos são deselegantes e também não somos íntimas para isso.
-- Apelidos são formas de demonstrar apreço e não somos íntimas hoje, mas já fomos, a ponto de eu não te tirar mais da cabeça.
-- Tá, mas gostaria que você não me chamasse mais assim.
-- Você trancou sua matrícula no curso, se for por minha causa, volte, pois não precisará mais me ver por lá.
-- É.... por que? Assim eu sei que não tenho nada com isso, mas...
-- Acho que vou dar um tempo e voltar ano que vem talvez. Não vou conseguir estar no mesmo lugar que você e fingir que nada aconteceu.
-- Pode se despreocupar também pois eu tranquei, e não pretendo voltar mais lá.
-- Você tem ódio de mim eu entendo, mas não desista, eu te amo e faço o que preciso for para não te atrapalhar.
-- Não te odeio, preciso ir tchau. _ disse indo em direção à porta.
-- Você sente o mesmo que eu, por isso está fugindo. Se permita sentir, o amor é lindo e quando verdadeiro igual o nosso é puro, não fuja de si mesma e principalmente, não fuja de mim.
Juliane voltou e sem conseguir conter as lágrimas e disse:
-- E de que adianta?! Você acha que iria ser fácil? Minha mãe me odiaria, me teria como uma vergonha, eu seria hostilizada, tratada com desdém por todos da minha família, não tem ninguém lá assim, ninguém.
-- Assim como? Apaixonados?
-- Não se faça de tola, você sabe do que estou falando. Minha mãe já sofreu muito e eu não gostaria de ser mais um sofrimento. _ disse saindo.
Carol saiu em seguida, mas não viu Juliane na sorveteria, nem do lado de fora, então foi embora.
Continua......
Está é uma obra de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
-- Si... sim, estou, é que eu estava imaginando o senhor apaixonado pela minha mãe.
-- É, pode parecer estranho, mas fomos muito apaixonados.
-- Mas infelizmente, acabou.
-- Juli filha, o amor tem que ser uma via de mão dupla, e depois de um tempo isso não acontecia mais entre sua mãe e eu, foi muito doloroso a separação pois tínhamos você pequena, já não era mais só nós dois, tinha uma vida inocente no meio de tanto sofrimento. Você entende que não foi fácil?
-- Entendo. Pai?
-- Sim... pode falar.
-- Se o senhor tivesse a certeza de que ainda amasse minha mãe, seria capaz de ir até a ela e dizer isso mesmo depois de tudo o que aconteceu?
-- Teria, filha quando se trata de amor, adiar a felicidade é tolice.
Quando Juliane olhou para direção de Carol, viu que ela não estava mais lá, pensou que na certa Carol vendo que ela estava lá foi embora. Acabaram de tomar sorvete, e antes de saírem Juliane quis ir ao banheiro, ao sair do sanitário foi lavar as mãos, passou- as no rosto, se olhou no espelho pensando em tudo o que seria dela dali em diante, passou toalhas de papel no rosto para secar e quando olhou- se novamente no espelho, Carol estava parada bem atrás dela.
-- O... o que.. faz aqui?
-- O mesmo que você. Estamos em um banheiro Juli.
-- Não me chame assim, apelidos são deselegantes e também não somos íntimas para isso.
-- Apelidos são formas de demonstrar apreço e não somos íntimas hoje, mas já fomos, a ponto de eu não te tirar mais da cabeça.
-- Tá, mas gostaria que você não me chamasse mais assim.
-- Você trancou sua matrícula no curso, se for por minha causa, volte, pois não precisará mais me ver por lá.
-- É.... por que? Assim eu sei que não tenho nada com isso, mas...
-- Acho que vou dar um tempo e voltar ano que vem talvez. Não vou conseguir estar no mesmo lugar que você e fingir que nada aconteceu.
-- Pode se despreocupar também pois eu tranquei, e não pretendo voltar mais lá.
-- Você tem ódio de mim eu entendo, mas não desista, eu te amo e faço o que preciso for para não te atrapalhar.
-- Não te odeio, preciso ir tchau. _ disse indo em direção à porta.
-- Você sente o mesmo que eu, por isso está fugindo. Se permita sentir, o amor é lindo e quando verdadeiro igual o nosso é puro, não fuja de si mesma e principalmente, não fuja de mim.
Juliane voltou e sem conseguir conter as lágrimas e disse:
-- E de que adianta?! Você acha que iria ser fácil? Minha mãe me odiaria, me teria como uma vergonha, eu seria hostilizada, tratada com desdém por todos da minha família, não tem ninguém lá assim, ninguém.
-- Assim como? Apaixonados?
-- Não se faça de tola, você sabe do que estou falando. Minha mãe já sofreu muito e eu não gostaria de ser mais um sofrimento. _ disse saindo.
Carol saiu em seguida, mas não viu Juliane na sorveteria, nem do lado de fora, então foi embora.
Continua......
Está é uma obra de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
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